Hoje me peguei assistindo a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças pela milésima vez. É um dos filmes que fazem parte da minha lista de favoritos, que consigo rever sempre, mesmo sabendo quase todos os diálogos e cenas. É engraçado, mas esse é um daqueles filmes que eu poderia fazer parte do elenco. Consigo me ver em diversas situações que acontecem nele. Às vezes, me acho parecida com o Joel, outras com a Clementine. Dois perdidos, carentes, dividindo medos, ansiedades, sonhos e um amor inesperado, inusitado. Eu me sinto mais normal quando vejo sentimentos que me assustam, serem mostrados por outras pessoas, mesmo que seja através de personagens fictícios.
Mas o que acho mais legal em Brilho Eterno - além do título que é simplesmente o máximo - é a história principal de tentar apagar alguém da sua mente pra sempre. Até poderia acontecer, mas será que quando você acha A pessoa, daria certo? Quando é meant to be, não tem mais saída, não tem mais solução. Quando tudo conspira a favor, essas pessoas acabam se reencontrando. O universo, as estrelas, a magia. Não tem como evitar o que o destino já reservou. Você pode até tentar esquecer. Apagar as fotos, rasgar as cartas, deletar mensagens do celular e continuar se enganando, achando que isso é o suficiente para tirar alguém da sua vida. Podem ate aparecer outras pessoas, mas ainda assim, sempre que você ouvir aquela música do Tom Petty, ou ler um poema do T.S Eliot, as lembranças vão voltar.
E aí, você lembra como foi bom aquele primeiro beijo roubado, a primeira vez que teve vontade de segurar a mão andando na rua, o frio na barriga só em receber um sorriso, se sentir importante e sortuda por ter encontrado alguém tão doce, receber o abraço mais gostoso e aconchegante, as conversas de 3 horas ao telefone, a vontade de estar sempre junto, se dar conta de como está amando, amando de verdade pela primeira vez na vida, a saudade que não passa e que já virou amiga de todas as horas.
Talvez eu seja apenas uma das últimas românticas que existem por aí. Por isso que esse filme me conquistou. Eu sou uma presa fácil, daquelas que sempre esperam o final feliz, mesmo que ele precise passar por diversos obstáculos, quase corra o risco de não acontecer, mesmo que venha depois de muitas brigas, gritos, desilusões. Mas eu sei que lá no finalzinho, ele vai acontecer, a qualquer momento. Está apenas esperando a deixa, aquela hora em que não há mais motivo para lutar contra, quando tudo perde - ou seria começa a fazer - sentido. Quando não vale mais a pena perder ou deixar passar um minuto sequer sem estar ao lado dele, o seu amor.
Por isso, assista filmes legais, coma chocolate, sinta, viva, sonhe, ame.
A música do vídeo é a minha favorita da trilha do filme:
Everybody´s Gotta Learn Sometime - Beck
P.S: Já ia esquecendo a parte mais legal. O título do filme foi retirado do poema Eloisa to Abelard, de Alexander Pope. Esse é o trecho que inspirou o nome do longa:
"Feliz é o destino da inocente vestal,
esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.
Toda prece é ouvida e toda graça se alcança”.
sábado, 3 de janeiro de 2009
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